Sinais fracos e armadilhas mentais: aprender com a Shell para melhorar a segurança

Tempo de leitura: 2 minutos

Em segurança e saúde costuma-se falar de acidentes, causas e consequências. No entanto, cada grande incidente é frequentemente precedido por pequenos sinais que, se tivessem sido interpretados a tempo, poderiam ter mudado a história. Falámos disso num primeiro artigo há alguns meses.

Ao aprofundar o tema, chegou até nós um documento interessante da Shell: “Learning from Incidents: Examples of Weak Signals and Mind Traps”, no qual se propõe um enquadramento muito relevante para refletir sobre dois aspetos fundamentais: os sinais fracos e as armadilhas mentais.

O que são sinais fracos?

São indícios de que algo pode não estar bem, pequenas alertas que nos avisam de que as barreiras de segurança começam a falhar. Muitas vezes passam despercebidos porque não provocam danos imediatos, mas antecipam riscos maiores.

Alguns exemplos recolhidos no documento da Shell são:

  • Corrosão num local inesperado.
  • Um cheiro estranho ao visitar uma unidade de produção.
  • Uma bomba a vibrar de forma invulgar.
  • Um novo colaborador que se sente confuso perante um equipamento vital.
  • Documentação crítica que não é completada.
  • Procedimentos incorretos ou desatualizados.
  • Supervisores que não levam a sério as preocupações do pessoal júnior.

Detetar e agir perante estes sinais é fundamental para evitar incidentes mais graves.

O que são as armadilhas mentais?

Também conhecidas como vieses cognitivas, são formas de pensar que nos levam a tomar decisões rápidas e, por vezes, erradas. O nosso cérebro procura atalhos, confirma o que já acredita ou minimiza riscos familiares, o que pode comprometer a segurança.

A Shell identifica algumas das mais comuns:

  • Normalização do risco: subestima-se um perigo porque “nunca aconteceu nada”.
  • Viés de confirmação: interpreta-se a informação de modo a confirmar crenças prévias.
  • Otimismo excessivo: sobrestima-se a probabilidade de sucesso.
  • Viés de continuidade: continua-se com um plano mesmo quando as circunstâncias mudaram.
  • Conformidade com o grupo: prioriza-se o consenso acima das evidências.
  • Efeito de enquadramento: percecionam-se os riscos de forma diferente conforme a apresentação dos dados.

Porque é importante falar disto?

Na PrevenControl acreditamos que a prevenção não depende apenas de procedimentos e equipamentos, mas também de como você pensa e atua.
Ser capaz de identificar sinais fracos e reconhecer as suas próprias armadilhas mentais é uma competência essencial para qualquer organização que queira evoluir para uma cultura preventiva mais madura e resiliente.

A “inquietação crónica” de que fala a Shell — essa atenção permanente ao que pode correr mal, da qual temos falado inúmeras vezes nos nossos podcasts — deve fazer parte do ADN dos líderes em segurança.

E você, detetou recentemente algum sinal fraco na sua organização?
Quais armadilhas mentais acredita que mais afetam a sua equipa?

Se quiser, posso adaptar o texto para um tom mais formal, mais técnico ou mais divulgativo.

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