Acompanha equipas, prepara intervenções, esclarece dúvidas e, ao fim do dia, ainda revê documentos. Quando lhe perguntam como está, responde: “É só uma fase.” Mas há quanto tempo dura?
Quando tudo é urgente
Uma pessoa recebe pedidos urgentes de várias áreas. Para responder a todos, adia visitas, alonga o horário e prepara reuniões com menos tempo. A organização continua a ter alguém dedicado à segurança, mas há tarefas importantes que deixam de ter condições para ser bem feitas.
Se tudo é urgente, a priorização ainda não aconteceu. E apoiar a decisão não é o mesmo que substituir todos os responsáveis por ela.
Uma conversa concreta com a chefia
Em vez de repetir “estou muito ocupado”, torne a conversa objetiva:
“Com estes pedidos e este tempo, consigo preparar estas atividades. Para as restantes, precisamos de rever prioridades ou recursos.”
Também vale a pena rever os próprios hábitos: reuniões sem objetivo claro, documentos que outros podiam preparar, disponibilidade permanente. Mas atenção: um bom hábito individual não substitui recursos adequados nem uma decisão organizacional.
O desafio desta semana
Escolha um compromisso que merece revisão, defina o que precisa de mudar, com quem tem de falar e uma data para verificar se funcionou.
E pergunte ao seu eu do futuro: que limite preciso de estabelecer para fazer bem o meu trabalho e estar presente na minha vida?
🎧 Ouça o episódio completo do Safety Leaders Podcast.


